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 Somos Quase Deuses
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Somos Quase Deuses

por Carmem Calmon Lacerda - krika.cl@hotmail.com

"Papai do Céu, muito obrigada pela mamãe, pelo papai, pelo meu papá, pela minha aguinha..." e assim meus filhos foram ensinados a orar. Dia destes ouvi um rapaz de vinte anos fazendo sua oração , não exatamente com estas palavras infantis, mas com este conteúdo e fiquei feliz.

A gente sofre de raiva, de tristeza, de medo, de angustias mil, de mágoas...são tantos sofrimentos que nos impomos que a lista pode nunca ter fim. Podemos reclamar e podemos agradecer pelo menos um pouco que tenhamos recebido pois nada neste mundo é so maldade ou apenas bondade.

Ao estudarmos os seres humanos e as mazelas que acompanham o desenvolvimento da humanidade, percebemos que à medida que a tecnologia avança, descobertas científicas que deveriam servir ao bem do próximo, na verdade, viram armas poderosas de destruição. Já escrevi um artigo a respeito da falta de interesse mundial na cura e erradicação de doenças “controláveis”. É um tal de investir em pesquisas em medicamentos que CONTROLEM a hipertensão, diabetes, e agora as desarmonias emocionais.

Claro que eu não poderia deixar a famosa depressão de lado já que ELA tem insistido em se tornar estrela principal da vida de meio mundo. Mas meu foco hoje vai além, vai ao fundo do poço. Vai, na verdade, até a fonte: a maldade humana.

Não muito “além do jardim”, algumas décadas atrás, grandes homens percebiam que sérias mazelas se instalam em corpos desarmonizado. Vejamos o exemplo de Dr. Bach, o qual afirmava que: “Não existem doenças, e sim indivíduos que se encontram doentes, e doentes da Alma, repletos de sentimentos negativos”. Eu diria que daí vem o enorme sucesso, e conseqüente crítica e descrédito por parte da Medicina Tradicional, e de mentes mais arcaicas (ou medrosas????), dos nossos tão maravilhosos Florais de Bach.

Freud já considerava desde então, que a depressão, então chamada melancolia, seria resultante de perdas. Se estas perdas, ou traumas como seriam rotuladas posteriormente, ocorressem na infância, poderiam gerar depressões na idade adulta. Perdas podem ser tratadas com boa dose de amor, ou não parece óbvio que corpo privado de algo, quando suprido nesta falta, com o tempo se recupera? A sutileza das terapias: Florais, Aromas, Geo, Fito, enfim, o retorno ao lar, à mãe terra e natureza, ao amor, aos cuidados carinhosos, isto não CONTROLA, estas atitudes CURAM uma alma doente.

Mas o que seriam os traumas, na verdade? Ainda em épocas Freudianas, esse termo foi utilizado para descrever choques violentos que causariam o romper de um escudo invisível promovido pelo ego. Ao ser “ferido” (em grego, trauma significa ferida), a psique do ser humano seria tão violentamente atacada que geraria futuras reações, não menos violentas, de depressões e neuroses.

Essa é apenas uma visão de um homem, outras tantas existem, mas dados da OMS provam que a depressão “rouba mais anos de vida útil nos EUA do que a guerra, o câncer e a AIDS juntos” e isto é realmente alarmante.

Não menos alarmante é o fato que as pessoas também se acostumam com o sofrimento: o próprio e o alheio. Incrível constatar que “lágrimas demais enjoam”. Parece piada de mau gosto para uns? Outros reconhecem e pensam: JÁ VI ESTE FILME? É sofrível, preocupante e desumano: as pessoas mais íntimas acostumam-se com o sofrimento alheio, de seus entes mais queridos, e passam a ver este sofrimento como parte da vida da pessoa, no máximo acalentando ou dando um medicamento, mas sem realmente “correr atrás” de curas possíveis, e como em uma relação doentia, o tempo se encarrega de levar estes fatos pela vida afora.

Queridos, este não é um simples artigo, é um apelo:

- Olhem para o lado, para frente e para trás. Quem está contigo neste momento em que lê estas linhas? Será alguém que precisa de atenção, de um beijo, de um médico, e um ombro, um abraço???...Será uma mãe cansada, um marido desempregado, uma empregada doméstica deprimida por não ter o que comer em casa?

Gente minha, neste mundo, a gente recebe realmente o que doa, e tem que ter para poder doar sim, mas, cego também pode guiar cego, quem disse que não? É claro que fica muito mais fácil guiar quando se vê ou ao menos se conhece o caminho. Então, vamos olhar ao redor, não precisa olhar pela janela não, vamos olhar pertinho, pois temos também a mania de ser melhores na rua que em casa.

Meu pai diria que a melhor louça se usa no dia a dia, e para os convidados: descartável. Putz, quanta sabedoria em uma frase tão boba, pois ele não estava filosofando não, era assim que fazia mesmo quando minha mãe não queria colocar faqueiro de casamento no Domingo alegando que não tinham visita.

Hoje, as mácaras são comuns e em alguns casos, indispensáveis. Porém, inocente aquele que se acostuma com a própria máscara e acha que aquele é ele, ou o que crê que o outro é o que aparenta ser. Tirem o véu: as pessoas não são todas más, porém, a maioria usa capas dependendo da situação. Seria como ir a um baile de máscaras , ...sem a máscara. Nos vestimos para a ocasião, e isso não teria nada de errado, não fosse o fato de muitas acabarem vivendo as situações como se fossem a vida real e não uma parte dela. Daí temos sentimentos de não adequação, as cobranças sem fim dos parceiros, os divórcios evitáveis, ressentimentos contornáveis, e a nossa tão temida depressão.

Quando já estamos na beira do abismo do desencanto e ela nos pega, e nos aprisiona, e daí, olhamos em volta e todos parecem ocupados demais com os próprios sucessos e fracassos. Não façamos parte deste amontoado de gente sem emoções; vamos nos dar as mãos e olhar ao redor, sem máscaras que a vida não é um baile, mas se nos unirmos, ela bem que pode ser uma bela e boa festa.

Lembremos que ao ajudarmos alguém, como terapeutas ou como amigos, como parentes ou qualquer que seja o vínculo, estamos lidando com um ser único: em nossas mãos encontra-se um mundo, muitas vezes em frágil estado, então viramos Deuses, temos a função DIVINA de reconhecer os sintomas no corpo físico das expressões desta Alma em desalento.

Então, ao tomarmos em nossas mãos a função de ajudar este ser a se reconstruir, poderemos nos considerar dignos do título: SER HUMANO.

Grande beijo,

Kri




por Carmem Calmon Lacerda - krika.cl@hotmail.com   
Trabalho e estudo Aromaterapia, Florais de Bach e Califórnia, Terapia do Barro (GEOTERAPIA) e Shiatsu Emocional. Sou Reflexoterapeuta e Fitoterapeuta. Muito confiante e feliz com o meu trabalho, faço com estudo e amor.
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E-mail: krika.cl@hotmail.com
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