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No aparente caos, a sincronia

No aparente caos, a sincronia

por Flávio Bastos
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A ligação entre os acontecimentos, em determinadas circunstâncias, pode ser de natureza da ligação casual e exige um outro princípio de explicação". (Carl Jung)

No universo, nada conspira a favor ou contra, e julgamento, punição e castigo simplesmente não existem. Tudo que há no universo é um sincronismo matemático e preciso que faz com que ação e reação subexistam como o princípio e o fim de todas as coisas. Assim, em todas as circunstâncias que vivenciamos, estamos experimentando a inexorável Lei de Causa e Efeito em sintonia com as demais leis naturais.

No início da década de 1960, o meteorologista americano Eduard Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto a vida-morte. Ele chegou a esta conclusão ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar. Um dia, Lorenz teclou um dos números que alimentava os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, esperando que o resultado mudasse pouco. Mas a alteração insignificante transformou completamente o padrão de massas de ar. Para Lorenz era como se "o bater de asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas". Com base nessas informações, ele formulou equações que mostravam o tal "efeito borboleta".

Estava fundada a "Teoria do Caos". Com o tempo, cientistas concluíram que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações de bolsa de valores. Na década de 70, o matemático polonês Benoit Mandelbrot deu um novo impulso à teoria, ao notar que as equações de Lorenz batiam com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais, figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geografia da natureza, como o relevo do solo ou as ramificações de nossas veias e artérias. A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que o caos parece estar na essência de tudo, moldando o universo.

"As equações de Lorenz para o caos das massas de ar surgem também em experimentos com o raio laser, e as mesmas fórmulas que regem certas soluções químicas se repetem quando estudamos o ritmo desordenado das gotas de uma torneira", afirma o matemático Steven Strogatz, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Isso significa que pode haver uma estranha ordem por trás de toda a imprevisibilidade.
Segundo a Lei Natural de Destruição, é necessário que tudo se destrua para renascer e regenerar porque a isso que o homem chama de destruição, não é mais que transformação, cujo objetivo é o melhoramento dos seres vivos. No entanto, quando predomina a destruição abusiva promovida pelo homem, toda ação que ultrapassa os limites da necessidade é considerada uma violação da leis naturais.

No contexto cósmico no qual inserimos vida e morte, entendidos como equilíbrio, desequilíbrio, transformação e renascimento, existe a vida em um planeta chamado Terra: um aparente caos, cuja temida morte envolve ocorrências individuais ou coletivas ainda não percebidas no seu sincronismo universal regido por leis naturais.
No movimento da gangorra entre a destruição (morte, desaparecimento) e a renovação (vida, renascimento), ocorrem inúmeras situações que passam despercebidas pelo ser inteligente ainda cativo de seu egocentrismo. Não percebemos, por exemplo, que o movimento da gangorra existencial depende exclusivamente de nossas próprias escolhas durante o processo vital, ou que a "saúde" do planeta em que habitamos, também depende de nosso livre-arbítrio.

Morte e vida, destruição e criação, são engrenagens de um fantástico mecanismo chamado existência, que se aplica no macro e no microssistema, orientado pelas leis naturais que estão por trás da Teoria do Caos formulada pela ciência, e que interfere na vida humana através do livre-arbítrio. Cujo reflexo, tanto no sentido individual quanto coletivo verificamos nas consequências, que podem ser traduzidas como experiências de morte ou como experiências de vida.
No aparente caos cósmico, que representa o ciclo de vida e morte, encontramos a sincronia de macro e micro mecanismos indispensáveis ao movimento expansionista do universo, cujo objetivo maior é a evolução das espécies vivas contida na Lei Natural do Progresso, que interdepende das demais leis naturais.
Portanto, o conhecimento de si mesmo encontra-se na relação direta de conhecimentos essenciais que apuram a percepção do eu que transcende o aqui-agora e desperta para a consciente inclusão no sincronismo do universo.

Nesta direção, conhecimentos e saberes estão em sintonia com o processo de autoconhecimento. É o caminho que leva às "escavações" que podem revelar o mistério de "haver uma estranha ordem por trás de toda imprevisibilidade", como suspeitou Strogatz.  

Texto revisado
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Atualizado em 8/6/2014

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